quarta-feira, 19 de novembro de 2008

HOMEOSTASE E PROTEÇÃO

A HOMEOSTASE

O nosso organismo tem a capacidade de manter suas funções constantes dentro de certos limites, chamada de homeostase.

Esse termo foi proposto por Cannon (1939) e pode ser hoje discutido no nível da fisiologia celular, dos indivíduos e até das populações. Aliás, o famoso fisiologista Claude Bernard já salientava que a constância do meio interno é a condição básica para a vida.

A capacidade de homeostase depende de feedback ou retroalimentação. O aumento ou a diminuição de uma determinada função provoca uma alteração (física ou química) no organismo; essa alteração desencadeia uma reação para a correção funcional, garantindo o equilíbrio dinâmico dessa função. Podemos entender melhor com um exemplo, o da regulação do ritmo respiratório:

1. Aumento da concentração de CO2 presente no sangue que passa pelo bulbo, no encéfalo.

2. Ativação de centro respiratório, que manda estímulos para o diafragma.

3. Aumento do ritmo de contrações do diafragma, aumentando o ritmo respiratório.

Conseqüência: diminuição da concentração do CO2 no sangue, inibindo o centro respiratório e conseqüentemente reduzindo o ritmo respiratório.

A PROTEÇÃO PELO SISTEMA TEGUMENTAR

Pode causar estranheza a afirmação de que a pele é o nosso maior órgão e que nem sempre percebemos o quanto ela é importante para a nossa proteção e adaptação ao meio. A camada córnea da pele, resistente e impermeável, faz eficiente proteção contra agentes físico-químicos (atrito, luz, substâncias tóxicas e corrosivas) e ainda impede a penetração de microrganismos parasitas. Ela tem estruturas sensoriais que nos permite a percepção de pressão, frio, calor e dor. A derme, que é bastante irrigada por uma rede de capilares, pode regular o fluxo sangüíneo periférico, com maior ou menos perda de calor, participando, portanto, ativamente de termorregulação, que também depende da eliminação de suor pelas glândulas sudoríparas. Já as glândulas sebáceas lubrificam a pele e os pêlos, tornando-os mais flexíveis.

A camada pigmentar, na região profunda na epiderme, protege as camadas mais internas da pele, pois seus melanócitos absorvem boa parte dos raios ultravioleta da luz solar. Isso diminui o risco de lesões, como por exemplo, queimaduras e câncer de pele, este último freqüente em casos de exposições excessiva e prolongada ao sol.

1 comentários:

Mariana disse...

Para manter nossas funções dentro de certos limites, um tem que ir sempre a seu medico de confiança, porque hoje em dia um costuma pedir comida não sempre muito saudável.